Para 2018

O que espero para o próximo ano é que a cultura do movimento (de qualidade) seja cada vez mais disseminada. Que exercitar-se possa fazer parte de uma escolha de estilo de vida saudável, como lazer, diversão, que nos aproxima do bem-estar e da qualidade de vida - e que não haja a necessidade da medicalização do treinamento, viés pelo qual se faz perder o prazer pela prática. Veja, existe sim uma grande importância em estudar os benefícios do exercício físico para saúde e claro, apontar o quanto a falta dele pode nos prejudicar. Mas o que chamo atenção aqui, é que há uma enorme diferença entre treinar porque gosta e treinar porque precisa (precisa perder peso, precisa melhorar o condicionamento cardiorrespiratório, precisa ficar mais forte, precisa ser flexível, precisa pois os exames estão alterados etc...).

Essa segunda opção não é duradoura, faz perder a condição de ponderar e moderar, causa lesão. É o tipo de treino que coloca uma televisão em frente a uma esteira para que o indivíduo não esteja realmente ali, presente, atento ao seu desenvolvimento/movimento. Faz o praticante continuar o exercício quando deveria parar - pois o objetivo é a superação a qualquer custo, ou ainda, poder queimar aquele final de semana pé-na-jaca para manter a forma. Ou seja, distancia o sujeito de si, numa bola de neve de maus-hábitos. Já a primeira te faz sair de casa para treinar até no feriado chuvoso - só porque é bom, porque é legal, pois ajuda a tirar o foco dos prolemas corriqueiros e ter como consequência um pensamento mais organizado e a saúde em dia. Traz a consciência sobre si mesmo e te faz melhorar a alimentação, não porque está preocupado com a balança, mas porque se dá conta das consequências dos abusos, encontrando assim, justificativa e motivação para se alimentar bem. É bacana ter metas para os treinos, colocar alguns objetivos pessoais nesse caminho. Mas, melhor ainda é poder desfrutar o processo dessas conquistas, afinal, não estou falando aqui de treinamento para atletas e sim, de treinamento para pessoas que buscam uma vida mais equilibrada, consciente, saudável e com uma condição motora que ofereça autonomia e liberdade. Então aqui, estão algumas questões para reflexão:

Para os sedentários: existe aí, alguma possibilidade de se movimentar e descobrir uma prática que goste?

Para aqueles que já treinam:

- você se lembra qual foi a última vez que aprendeu um movimento novo?

- será que é possível sair da zona do conforto, deslocar-se em outros planos/direções e conhecer uma nova prática, que te motive e desafie, em termos de exercício físico?

Finalmente, desejo que 2018 seja um ano repleto de movimento, nos níveis físico, mental e espiritual.

Mulher treinando

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