Qual é o treino do momento?


Nos últimos anos, cresceu o número de pessoas que buscam algo a mais em suas práticas corporais – muitos já não se identificam com o ambiente de academias tradicionais, exercitando-se em máquinas ou então, aulas com pesos e exercícios localizados – que bom! - penso eu.

Essa nova demanda deu vazão a abordagens mais atualizadas, que atendem às necessidades de consciência e qualidade associada a prática. O método Pilates, por exemplo, viralizou e hoje podemos encontrar facilmente um estúdio por perto. Ainda ouço com uma certa frequência o relato de pessoas não se exercitavam por não se identificarem com o ambiente de academia, mas que aderiram bem a esse método, pelo diferencial de ambiente oferecido. Junto com o pilates o treinamento funcional – que um pouco mais tarde ganhou uma marca registrada, o crossfit.

Recentemente comecei a ouvir em um canto e outro, mais uma novidade: treinamento em que não se fala mais em exercícios, repetições – mas que prioriza o movimento, a fluidez, treinamento em meio a natureza e a competência de elaborar estratégias motoras para cumprir determinados objetivos. E disso, começam a surgir os mais belos vídeos de profissionais fazendo exercícios ginásticos dificílimos, subindo habilmente em arvores, carregando facilmente toras de madeira, explorando com grande maestria suas capacidades.

Tenho uma certa admiração pela evolução que o treinamento físico tem passado e as vezes, sou uma dessas que gosta de ver a plasticidade com que esses profissionais se exercitam. Mas confesso que sinto preocupação com a condução disso. Pessoalmente, acredito na consciência do indivíduo sobre si mesmo enquanto se exercita, acredito na eficiência do movimento, na fluidez, no desenvolvimento cognitivo e funcional. Mas é importante lembrar que todos esses belíssimos movimentos tiveram um COMEÇO BÁSICO: de percepção, de controle, de força, de equilíbrio e adaptação dos tecidos para que uma progressão pudesse ser feita com qualidade e sem lesão.

Desmistificar a novidade nos ajuda a entender que movimentar-se com qualidade pode ser simples, não exige muito recurso mas sim, de conhecimento. Além disso, práticas corporais consideradas saudáveis, estão na história da humanidade há pelo menos 5 mil anos. Estão aí o yoga e algumas artes marciais para comprovar – e em geral, servem de base para essas técnicas recentes.

Então, independentemente do método, treine sem pressa. Treine sem pular etapas. Muito cuidado com as promessas dos treinamentos de alta intensidade. Permita que sua motricidade seja reformulada. Domine seus movimentos. Respeite e execute com maestria os exercícios mais simples. Depois, sinta-se livre para buscar desafios com qualidade e saúde.

Os métodos vão surgir ao longo do tempo e particularmente, não gosto de tecer críticas a nenhum deles por acreditar que o profissional é que fará a diferença, sempre! Então tenha claro para você mesmo qual é seu objetivo, o que procura com sua prática e em seguida, escolha bem seu professor.

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